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quarto trancado Eram mais de 30 gatos em um quarto sempre trancado, sem nenhuma higiene, pouca comida e pouca água, cheios de pulgas e verminoses. As ninhadas nasciam sem parar... muitos filhotes morriam. Algumas gatas estavam fraquíssimas por terenm ninhadas sem parar. Gatos tinham falhas enormes no pelo por alergia às picadas de pulga. Pilhas de jornais imundos no chão: o banheiro dos gatos. O cheiro era de vomitar. Ao longo de quase dois anos resgatei e doei muitos gatos dessa casa. Uma senhora doente pediu ajuda a uma veterinária. Foi essa vet que me contou a história: Dona Olga ia ser operada e o marido queria chamar o CCZ para levar seus gatos. Esse foi o meu primeiro resgate e também o mais longo: durou quase 3 anos! Era o início de 2001. Nos
juntamos eu e a Vicky Dolabella para
ver o que dava para fazer. D. Olga não aceitou nossa sugestão
de doar os gatos aos poucos. Deu um prazo de 20 dias para os gatos irem
embora ou "seu marido" chamaria o CCZ. A
única solução que eu e a Vicky encontramos foi
mandar parte dos gatos para um abrigo. Melhor que o CCZ, pensamos... Ainda
levei para a minha casa 5 gatos. Foi muito triste levar os gatinhos para
o abrigo, eu os acompanhei e fiquei arrasada. Mais tarde descobrimos que
o marido nem mesmo morava na mesma casa que D. Olga.Naquela época eu e Vicky pagamos a castração de todos os gatos machos da casa da D. Olga, deixamos lá ao todo 12 gatos castrados menos uma femea, que ela se recusou a deixar castrar, alegou que isso mataria a gata... Acontece que as femeas recém castradas que eu trouxe da casa da D. Olga para a minha casa ficaram ótimas. Mas.... a gata recém castrada que foi para a casa dela morreu. Ela me chamou só uma semana depois da castração para dizer que a gata estava mal... fomos lá e ficamos chocadas, a gata estava muito fraca... a Vicky a levou ao vet, lá tentaram de tudo mas a gatinha morreu naquela mesma noite. Não sei como a pobrezinha chegou àquele estado depois de uma cirurgia simples, feita por um veterinário bom. No final de 2002 D. Olga ligou: estava de novo com mais de 30 gatos no tal quarto, nas mesmas condições. Até maio de 2004 doei 23 gatos de lá... até então eu a ajudava quando podia e não sabia que ela era uma pessoa ruim. Algumas vezes, quando eu ia doar um filhote, ela dizia que já havia doado. Mais tarde, por acidente, descobri a verdade. Ela não doava, escondia os filhotes. Deixava nascerem montes de filhotes e quando cresciam, enjoava deles e os trancava no quarto, com os gatos adultos. Tiramos 39 gatos de lá. |